Tráfego aéreo mundial deve dobrar até 2045 puxado pela classe média

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Avião pousa no aeroporto Santos Dumont, no Rio: Viagens de avião no mundo devem ser puxadas para cima devido à nova classe média nos próximos 20 anos Imagem: Vanderlei Almeida/AFP

América Latina

O Brasil é um exemplo de capacidade de crescimento, segundo a Airbus. Para a fabricante europeia, o tráfego de passageiros no país deve saltar de 102,1 milhões de viagens anuais em 2025 (dados diferentes dos divulgados pelo UOL, de 129 milhões de viagens https://economia.uol.com.br/colunas/todos-a-bordo/2026/06/27/como-brasil-bate-novos-recordes-de-passageiros-aereos-apesar-das-guerras.htm) para 208 milhões em 2045. As viagens per capita devem passar de 0,48 para 0,95.

Em outras palavras, o brasileiro médio ainda voa menos de uma vez por ano hoje; em 2045, ele estará muito perto de realizar um voo anual. Potencial imenso, mas ainda em desenvolvimento em um país de grande extensão territorial.

A frota de aeronaves na região deve crescer significativamente, com o total de entregas para a região em torno de 6% do total global, algo entre 2.615 e 2.720 novas aeronaves apenas por aqui. Esses números são puxados, principalmente, por aeronaves de corredor único, que são os jatos que atendem rotas domésticas e regionais, como o Airbus A320 e o Boeing 737.

O Chile, por exemplo, já tem 0,95 viagem per capita hoje (a marca que o Brasil só deve atingir em 20 anos), e deve chegar a 1,87 em 2045. O México, com o índice em torno de 0,56, também está à frente do patamar brasileiro atual.

Rumo ao Oriente

A Airbus projeta que o tráfego doméstico indiano crescerá a uma taxa anual de 9,2%, mais do que o dobro da média mundial de 3,9% (segundo a Airbus) ou de 4,1% (em um cenário mais otimista da Boeing).

FONTE UOL

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