Petróleo ronda a estabilidade após abertura em alta

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Imagem: Dado Ruvic/Illustration/Reuters

Pressão é sustentada pela continuidade das tensões geopolíticas no Oriente Médio. Agentes econômicos temem que as novas trocas de ataques enterrem de vez o acordo de paz e coloque trave por mais tempo as rotas de exportação pelo Estreito de Hormuz, por onde passavam 20% do fornecimento mundial do petróleo antes da guerra.

Com a retomada dos ataques, preço do barril subiu 25%. A cotação saltou do patamar de US$ 71 para US$ 90, à medida que o tráfego por Hormuz — que vinha sendo normalizado — voltou a ser interrompido.

Mercado mostra sinais de cautela nesta segunda-feira. Analistas aponta que as principais instalações petrolíferas iranianas permanecem preservadas, evitando um choque mais crítico de oferta. A ausência de danos significativos à infraestrutura energética tem limitado movimentos mais agressivos de valorização do barril.

Investidores seguem monitorando os desdobramentos geopolíticos na região, além de indicadores de oferta e demanda global. O mercado também acompanha eventuais sinais da Opep+ (Organização dos Países Produtores de Petróleo) sobre produção e exportações, em um cenário em que qualquer ameaça adicional ao fluxo de petróleo pelo Golfo Pérsico pode provocar novas altas nos preços internacionais da commodity.

Produtores de petróleo revisam projeções pela demanda da commodity energética. Enquanto as estimativas para este ano foram cortadas em 200 mil bpd (barris por dia), as projeções para 2027 foram elevadas para 1,9 milhão de bpd, o que levaria o consumo total a 107,88 milhões de bpd no próximo ano.

Demanda nos países que integram a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) deve crescer. Os aumentos estimados são de 40 mil bpd neste ano e de 300 mil bpd no próximo, projeta a Opep. Fora da OCDE, a expectativa é de acréscimos de 740 mil bpd em 2026 e de 1,7 milhão de bpd em 2027.

FONTE UOL

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