A China sustentou o mercado de venda de carne bovina brasileira neste ano. Até junho, as vendas para Pequim cresceram 50,3%, na comparação com o mesmo período de 2025, para US$ 4,818 bilhões. Em volume, o crescimento foi de 22,6%, para 774,7 mil toneladas. Os valores colocam o país como responsável por 48,5% das receitas com as vendas externas de carnes e subprodutos bovinos.
Estimativas apontam que a cota chinesa foi esgotada com os embarques de junho. A Abrafrigo explica que o volume vendido após o limite fixado em 1,1 milhão de toneladas para 2026 exige o pagamento de uma sobretaxa de 55%, o que inviabiliza as exportações para a China.
Diversificação
Outros mercados devem amenizar os efeitos da redução das exportações para a China. Segundo a Abrafrigo, o crescimento das vendas para outros parceiros, entre eles os Estados Unidos, segundo maior importador da carne bovina brasileira, aumentaram 14,76% no primeiro semestre, para US$ 1,465 bilhão. O Chile, terceiro maior importador de carne bovina in natura do Brasil, ampliou suas compras em 33,12%, para US$ 419,6 milhões, enquanto o volume embarcado subiu 20%, para 70,3 mil toneladas.
Ásia, Oriente Médio e África também ajudam a minimizar as incertezas no primeiro semestre. Hong Kong ampliou suas compras em 33,8%, para US$ 227,15 milhões, enquanto a Arábia Saudita aumentou suas compras em 31,7%, para US$ 192 milhões, e as vendas para o Egito cresceram 32,2%, para US$ 179,8 milhões. Já o México reduziu suas compras em 8,13% no primeiro semestre do ano, para US$ 253,8 milhões.
A Abrafrigo comemora a diversificação dos mercados consumidores para a carne brasileira. A entidade afirma que o cenário ganha importância em um momento de incertezas no mercado internacional. Ao todo, 118 países aumentaram as aquisições da carne bovina brasileira neste ano, enquanto outros 55 reduziram.


