Cosan pesa, e Rumo também tem nota rebaixada pela Moody’s

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Rumo teve a nota de crédito revisada, segundo a Moody's, principalmente pelo recente rebaixamento da controladora Cosan Imagem: Eduardo Anizelli - 13.mai.2021/Folhapress

Embora a Rumo não seja garantidora direta das dívidas da Cosan, a Moody’s considera a operadora ferroviária um ativo estratégico do grupo e sujeito a riscos reputacionais ligados à controladora. Agência também reduziu a nota dos títulos sustentáveis de US$ 500 milhões com vencimento em 2032 emitidos pela Rumo Luxembourg e garantidos pela companhia.

Em março de 2026, a Rumo possuía R$ 5,4 bilhões em caixa e investimentos de curto prazo. Há ainda R$ 3 bilhões em linhas disponíveis do BNDES, recursos que, segundo a Moody’s, são suficientes para cobrir amortizações até 2027. Apesar disso, a perspectiva negativa reflete os riscos relacionados ao refinanciamento de uma emissão de US$ 500 milhões que vence em janeiro de 2028, além dos desafios associados ao elevado nível de investimentos previsto para os próximos 12 a 18 meses.

Moody’s reconhece pontos fortes da Rumo. A agência destaca aponta que a empresa segue beneficiada por sua posição de liderança no transporte ferroviário de cargas no Brasil, atuando em regiões que concentram cerca de 86% da produção nacional de soja e milho. A companhia também conta com liquidez considerada adequada, acesso ao mercado de capitais, histórico de apoio dos acionistas e linhas de financiamento do BNDES para sustentar seus planos de expansão.

Por outro lado, a Moody’s apontou fatores que limitam a qualidade de crédito da companhia. Entre eles, agência de rating cita a elevada exposição ao setor agrícola, a concentração de clientes em grandes tradings globais e os riscos de execução associados ao amplo programa de investimentos em concessões ferroviárias. A agência ressaltou ainda a dependência do ambiente regulatório brasileiro, embora tenha reconhecido o histórico positivo da atual administração na alocação de capital nos últimos cinco anos.

FONTE UOL

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