Vazamento de informação de votação fechada da CVM preocupa mercado

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Decisão do colegiado da CVM vazou para a imprensa antes da divulgação formal Imagem: Thais Folego

O vazamento de uma decisão colegiada da CVM (Comissão de Valores Mobiliários) sobre uma operação pública de aquisição de ações da petroleira Brava causou consternação no mercado. Afinal, a CVM é a responsável por fiscalizar vazamento e uso de informações privilegiadas.

Segundo a coluna Pipeline do jornal Valor Econômico, o colegiado aprovou, na noite de terça-feira (14), por 2 a 1, os termos propostos pela colombiana Ecopetrol para adquirir 15% das ações em circulação da Brava. A notícia foi publicada às 10h51 desta quarta-feira. A informação só foi tornada pública pela CVM por volta das 18h30. Na reunião, votara a favor dos termos da OPA propostos pela Ecopetrol, o presidente Otto Lobo e o diretor Igor Muniz. A diretora Marina Copola acompanhou o parecer da área técnica, que viu prejuízo aos minoritários no preço ofertado pela companhia.

“Em uma operação dessa natureza, a informação influencia diretamente a formação do preço das ações e as decisões de investimento. O vazamento gera instabilidade, amplia as incertezas e compromete a confiança dos investidores”, diz um ex-presidente da CVM.

FONTE UOL

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