O órgão, sediado em Paris e que reúne países ocidentais e seus aliados, projeta atualmente que a demanda aumente 1,9 milhão bpd em 2027, enquanto a oferta global deve crescer cerca de 7,5 milhões bpd.
“A projeção depende do pressuposto de que os fluxos de petroleiros pelo Estreito de Ormuz se recuperarão gradualmente, permitindo que produtores retomem campos e que refinarias no Oriente Médio e em outras regiões voltem a embarcar derivados”, ressaltou a agência.
EUA e Irã trocaram uma série de ataques nesta semana, na escalada mais intensa desde o acordo de paz de 60 dias fechado em meados de junho. O presidente Donald Trump disse considerar o cessar-fogo encerrado e revogou uma licença que permitia ao Irã vender petróleo no mercado aberto.
Com isso, o tráfego pelo Estreito de Ormuz – rota que normalmente concentra cerca de um quinto dos fluxos globais de petróleo e gás natural – voltou a ficar próximo da paralisação, segundo a AIE.
Os preços do petróleo chegaram a disparar e depois devolveram parte dos ganhos na quinta-feira, 9, com traders adotando uma postura de cautela.
No fim de junho, o fluxo de petróleo por Ormuz havia se recuperado com força, superando 70% dos níveis pré-guerra. Apesar disso, operadores de petroleiros seguem enfrentando riscos elevados de segurança, seguro e operação, enquanto minas ainda não foram totalmente removidas das rotas de navegação e as discussões sobre a governança de longo prazo do Estreito continuam travadas.


