PF suspeita que bancos agiram de forma coordenada no caso Americanas

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RIO DE JANEIRO, RJ, 27.03.2020 - Lojas Americanas: PF suspeita de atuação dos bancos Imagem: Tércio Teixeira/Folhapress

“Estamos em cima do tema, mas não tenho resposta ainda. Como você disse, tema muito sensível. (…) no final, é um risco grande com o regulador que temos que bancar”. No dia seguinte, o mesmo executivo do Santander diz: “Já conseguimos o mais difícil que foi resolver, e trazer o Itaú pra dentro. Vamos resolver!”

Mais adiante, a decisão traz um e-mail de outro executivo do Santander para executivos das Americanas, que diz: “Problema resolvido por aqui… Segue carta de Lasa e B2W. Com sign off de vocês encaminhamos p/ o auditor”.

Em nota, o Santander disse que as irregularidades investigadas no caso Americanas nasceram dentro da empresa, “a partir da manipulação de sua própria contabilidade, inclusive por meio de verbas de propaganda cooperada (VPCs) fictícias e de demonstrações financeiras cuja elaboração, classificação, aprovação e divulgação eram de responsabilidade exclusiva de seus administradores”.

O banco diz também que “as operações de confirming [risco sacado] sequer estão no cerne da fraude” e que “as operações existiram, os contratos eram válidos e os fornecedores foram pagos”.

O Santander diz ainda que seus executivos “refutam qualquer participação em fraude e afirmam categoricamente que atuaram no âmbito regular de suas funções profissionais e jamais tiveram conhecimento de manipulação dos balanços da Americanas”.

Veja a íntegra da nota do Itaú

Em relação à operação Disclosure, o Itaú Unibanco, embora não seja objeto da investigação, esclarece que colabora ativamente com as autoridades desde 2023, prestando todas as informações sobre o caso Americanas. As investigações oficiais já demonstraram que a varejista foi palco de uma das maiores fraudes corporativas do País.

O banco, que sofreu perdas bilionárias com o episódio, comprovou a regularidade de sua conduta e da atuação de suas equipes por meio de farta documentação apresentada à Justiça. Os registros deixam claro que o Itaú recusou, de forma firme e independente, os pedidos da antiga gestão da Americanas para alterar cartas de circularização de balanços. Essas cartas seguiam modelos de mercado próprios da instituição, sendo documentos claramente distintos e sem nenhuma relação com os padrões de outros bancos.

Todos os documentos e comunicações que fundamentam essa lisura constam nos autos desde 2024. Eles provam o caráter regular das interações e a ausência de qualquer alinhamento, coordenação ou combinação com outras instituições financeiras para adulterar dados ou ocultar informações. Cada instituição atuou de forma isolada, e o Itaú rechaçou de pronto as investidas da varejista.

O Itaú reitera que sempre atuou com rigor ético e regulatório, apoiando e confiando no trabalho das autoridades para a elucidação definitiva das irregularidades praticadas pela antiga administração da varejista.

FONTE UOL

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