FMI está mais otimista com o Brasil que brasileiros, incluindo Fazenda e BC

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Em sua estimativa mais recente, datada de maio, a SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Fazenda, havia mantido sua expectativa de expansão da economia brasileira neste ano em 2,3%.

No RPM (Relatório de Política Monetária), documento trimestral em que o BC atualiza suas projeções econômicas, o crescimento do PIB tinha sido atualizado, em junho, de 1,6% para 2% em 2026.

No setor privado, conforme a mediana do Boletim Focus, publicação semanal do BC que reúne e organiza as projeções de analistas econômicos, a maior parte deles do mercado financeiro, as estimativas para a alta do PIB neste ano estão em 2%. Grandes consultorias e departamentos econômicos de bancos também registram, no momento, revisões para a expansão da atividade em 2026 para as vizinhanças de 2%.

Exportador de petróleo

O destaque do FMI para a revisão favorável de crescimento da economia brasileira em 2026 é o fato de o Brasil ser, ao mesmo tempo, exportador líquido de petróleo e estar situado fora da zona de conflito. A alta prevista nas cotações internacionais, em resposta ao choque de oferta causado pela guerra no Oriente Médio, mesmo com a hipótese de normalização da distribuição do produto, beneficiaria a atividade econômica no país.

Para a economia mundial, o FMI revisou suas previsões para o crescimento global para 3% em 2026 e 3,4% em 2027. Essas projeções não variaram em relação ao relatório de abril, mas expressam redução em relação ao crescimento de 2024-2025, de 3,5%.

No caso da América Latina e Caribe, o FMI prevê economias avançando 2,4%, em 2026, no nível do Brasil, e 2,7%, em 2027, acima do país. O México andaria em ritmo mais lento, com expansão de 1,2% neste ano e 1,9% em 2027, ao passo que a Argentina, vivendo um período de retomada, depois de uma forte recessão, cresceria 3,5% este ano e 4% no seguinte.

FONTE UOL

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