Após dois dias de audiência pública no USTR (Escritório de Representante de Comércio dos Estados Unidos), em Washington D.C,, representantes setoriais veem como improvável a reversão da tarifa de 25%. Em última instância, quem decide é o presidente Donald Trump, até 15 de julho. No melhor cenário, participantes dos painéis em defesa da indústria e do agro brasileiro citam a possibilidade de ampliar a lista de produtos isentos.
Exportações de café (exceto o solúvel), carne, suco de laranja, petróleo e peças de aeronaves ficaram de fora da punição prevista pela investigação na seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, que trata de práticas consideradas desleais ou injustas. Outros produtos podem enfrentar sobretaxa de até 37,5% (se somadas as tarifa de 25% e de 12,5%, fruto de outra investigação da mesma lei sobre uso de trabalho forçado e que afeta ao todo 60 países). Alguns exemplos são mel, pescados, calçados e máquinas e equipamentos.
No governo, o sentimento é o mesmo. “Eles podem fazer exclusões a qualquer tempo, então é mesmo possível”, relata um dos principais negociadores do lado brasileiro. Outro negociador experiente do setor privado, que preferiu não se identificar, relatou que não aposta em condições melhores para o Brasil, exceto a ampliação da lista de exceções.


