Existe um instrumento financeiro que funciona de forma diferente. Completamente diferente. Chama-se ETF de renda fixa.
ETF é a sigla para Exchange Traded Fund, ou fundo de índice. É um fundo de investimento negociado diretamente na bolsa de valores da mesma forma que você compra ou vende uma ação. Com um clique no home broker da sua corretora, você entra ou sai da posição.
O ETF de renda fixa, especificamente, replica o desempenho de um índice de títulos públicos federais. Em vez de comprar um título só, você compra uma cesta inteira de títulos de uma vez, com uma única operação. Exemplos disponíveis hoje na B3: IMAB11, gerido pela Itaú Asset, que replica o IMA-B, uma carteira de NTN-Bs indexadas ao IPCA; IRFM11, também da Itaú Asset, que replica títulos prefixados de longo prazo; e FIXA11, do Banco do Brasil. As taxas de administração variam entre 0,20% e 0,30% ao ano e são valores muito abaixo do que a maioria dos fundos tradicionais cobra.
Segundo a B3, o mercado de ETFs no Brasil cresceu 24% em número de investidores ao longo de 2025, encerrando o ano com mais de 919 mil cotistas. O patrimônio sob gestão saltou de R$ 54 bilhões para R$ 91 bilhões no mesmo período.
Os ETFs de renda fixa foram os protagonistas desse crescimento. Em algumas gestoras, mais de 60% das novas captações vieram dessa classe. Eles servem para quem quer exposição à renda fixa com liquidez de bolsa. Você compra no mercado durante o pregão, vende quando quiser e o dinheiro cai na sua conta em dois dias úteis. Não tem carência. Não tem prazo mínimo. Não tem aquela trava de vencimento que transforma uma decisão simples em dor de cabeça.
Para quem tem objetivos de seis meses a um ano, como uma viagem planejada, uma reforma, a entrada de um imóvel, e quer que o dinheiro trabalhe bem nesse período sem ficar preso, o ETF de renda fixa oferece uma combinação que o CDB padrão raramente entrega ao mesmo tempo: liquidez diária e eficiência tributária.


