A indústria publicitária tem atuado cada vez mais próxima às áreas de tecnologia. De que forma isso pode atrapalhar (ou valorizar) a criatividade? E como as áreas de comunicação e marketing podem ser mais valorizadas com o avanço de algumas ferramentas de inteligência artificial?
O episódio 242 do programa Mídia e Marketing recebe Guga Ketzer, CEO da agência Suno United Creators, que atende clientes como Vivo, Sicredi, Americanas, Samsung e Keeta —confira, acima, a entrevista na íntegra.
No papo, Guga ainda fala sobre os desafios de empreender, de como a criação publicitária tem evoluído nos últimos anos e sobre como a cultura oriental pode nos dar dicas sobre o futuro. ‘Precisamos olhar mais para o oriente para entender melhor o mundo’, diz.
Confira outros destaques:
As agências de publicidade, por assim dizer, são empresas de serviço. E, hoje, os serviços que ofertamos para nossos clientes precisam ser diferentes também, entre eles. A diferença de serviço é o que muda o jogo para cada empresa. Consigo um trabalho super tecnológico para o cliente até produzir uma campanha em uma mídia de massa.
a partir de 3:47
A gente é uma indústria que, sim, tem muita tecnologia, que tem muita inteligência artificial, mas ainda somos uma indústria de gente. Quando perdemos a conta de Santander, que era o principal cliente, fizemos algo diferente do tradicional. No lugar de cortar os maiores salários, ficamos com essas pessoas. Temos uma indústria coletiva.
a partir de 8:17
Suno é “sol” em esperanto. E eu acredito em uma coisa fundamental do Sol: a capacidade de alinhar outros planetas, e cada um com a sua diferença, ou seja, um olhar de diversidade, de alinhamento.
a partir de 9:06
A essência do negócio tem que ser criatividade. Eu não digo criatividade só no craft de criação, mas de ideias diferentes. É uma indústria de ideia. No momento que a gente fala que todo mundo tem a capacidade de ter ideia e todo mundo tem a capacidade de construir, e por isso todo mundo é um criador, você passa a construir equipes onde, de uma maneira ou outra, a discussão é mais olho no olho.
a partir de 14:34
Se alguém acha que vai perder o emprego por inteligência artificial, mas tem a capacidade e a confiança no seu talento, venha me procurar. Porque eu acho que é o contrário. Eu acho que a união de inteligência artificial com seres humanos incríveis é imbatível.
a partir de 16:10
Nosso papel em marketing e comunicação é entender de ser humano. Quanto mais a gente entender de ser humano, a gente vai conseguir produzir softwares melhores, porque a ferramenta de produção está também muito melhor. Hoje, eu preciso de programadores, mas mais gente que entenda comportamento humano e como é que coloca esse comportamento humano, essa necessidade, logo à frente como tecnologia.
a partir de 20:54
Já temos um problema de entrada dos mais jovens no mercado de trabalho. Precisamos formá-los em outras coisas, no que vai ser importante, como critério e liderança. Construir uma empresa é um desafio, mas há muita coisa interessante a ser feita.
a partir de 30:33
Precisamos olhar para a IA de forma diferente. Precisamos olhar mais para o oriente para entender o mundo. Estamos sempre focado no discurso imperialista norte-americano. Tem muita coisa certa, claro, mas precisa olhar um pouco diferente para as coisas, também.
a partir de 34:00
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