Depois de crescer 1,6% no acumulado em 12 meses até abril, o IBC-Br subiu 1,4%, na mesma métrica, em maio. Projeções apontam recuo no indicador em junho e estabilidade no segundo trimestre, mas o impulso do crescimento embutido no IBC-Br de maio sinaliza alta de 1,8% no fim do ano.
Com as previsões para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) avançando para mais perto de 2,5% neste ano, é de se esperar que o IBC-Br também registre expansão um pouco mais forte no segundo semestre.
Queda de braço
A trajetória recente do indicador de atividade do Banco Central e as previsões para o futuro próximo refletem a queda de braço entre a política fiscal, representada por gastos e subvenções do governo para estimular a economia, e a política monetária, que é exercida pela definição dos juros básicos (taxa Selic), com vistas a frear a atividade e conter pressões inflacionárias.
Apesar de conviver com o mais longo período de juros reais próximos a 10% ao ano, poderosa força de contração econômica, a adoção de uma ampla série de medidas de estímulo à demanda, com indisfarçado olho nas eleições presidenciais de outubro, parece estar ganhando essa disputa.
Ampliação dos já existentes e criação de novos programas de transferência de renda se somam a subvenções, subsídios e isenções a variados públicos e setores. No lado do crédito, linhas com taxas de juros mais favoráveis e prazos alongados, principalmente, mas não só, na modalidade consignada, foram liberadas.


