Mais de 20 empresas na Bolsa em recuperação judicial: vale investir?

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Empresa tenta escapar de entrar em recuperação judicial Imagem: Divulgação

Na prática, isso significa que o investidor pode perder integralmente o dinheiro aplicado. Além do risco de falência, especialistas destacam outros fatores que podem afetar fortemente o desempenho das ações, como dificuldades para executar o plano de recuperação, perda de clientes e fornecedores, restrição de crédito, surgimento de novas dívidas, disputas judiciais e mudanças nas condições macroeconômicas.

Investidor também pode ter sua participação diluída. Isso acontece porque, em muitas negociações, os credores decidem converter parte das dívidas em ações da empresa.

Recuperações judiciais e extrajudiciais também podem oferecer riscos diferentes. Na recuperação judicial, todo o processo é supervisionado pelo Judiciário, envolve todos os credores da empresa e costuma ser mais complexo. Já na recuperação extrajudicial, a negociação ocorre diretamente entre a companhia e parte de seus credores, sendo posteriormente homologada pela Justiça. “Na extrajudicial há um alinhamento maior entre a empresa e os credores e isso, naturalmente, é positivo do ponto de vista do investidor”, afirma Nery.

Por conta de todos esses riscos, Vaz, da Nord Investimentos, avalia que há oportunidades mais interessantes para o investidor na Bolsa hoje em empresas que não estão em recuperação judicial. “A gente mesmo tinha uma carteira de empresas em recuperação, mas acabamos descontinuando ela porque as inseguranças e mudanças são muitas. Hoje, o investidor consegue encontrar oportunidades de empresas muito boas que estão descontadas na Bolsa e não estão em uma situação financeira tão complicada”, diz.

FONTE UOL

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