associação ameaça parar por MP do frete

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MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário Imagem: Anderson Coelho - 02.nov.2022/AFP

Chorão pediu que o Senado não deixe a MP perder a validade e citou risco de greve geral. “Presidente Davi Alcolumbre, o senhor não queira deixar a MP caducar. O senhor vai segurar uma greve nacional no teu nome”, disse.

MP do Frete foi editada pelo governo federal em março para reforçar o cumprimento do piso mínimo do frete rodoviário. O texto torna obrigatório o registro das operações por meio do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) e prevê punições a quem contratar fretes abaixo dos valores mínimos fixados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres).

Para lideranças dos caminhoneiros, a MP é uma forma de garantir o pagamento do frete mínimo e ampliar a segurança da categoria. Landim afirmou que a perda de validade seria um retrocesso e disse que há transportadores sem conseguir trabalhar.

Disputa com indústria e agronegócio

A tramitação da MP reacendeu uma disputa entre caminhoneiros e setores da economia sobre custos logísticos. Motoristas autônomos pressionam pelo cumprimento do frete mínimo e pela manutenção de benefícios como o vale-pedágio, enquanto representantes da indústria e do agronegócio afirmam que as regras elevam custos e podem pressionar preços.

Entidades industriais criticaram o texto aprovado na Câmara e apontaram risco de aumento de custos. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirmou que a proposta “atropela o livre mercado” e traz “insegurança jurídica”, e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) estima alta de 16% nos custos de frete.

FONTE UOL

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