Feriado em São Paulo reduziu volume de negócios nos mercados nesta quinta-feira. Por causa da celebração do Dia da Revolução Constitucionalista de 1932 foi menor a participação de investidores e empresas na maior praça do sistema financeiro.
Posição do Brasil em relação ao conflito no Oriente Médio tem ajudado a conter pressão de queda do real. Segundo analistas, a volta do conflito provoca alta de preços de petróleo e outras commodities. Isso leva investidores a buscarem proteção contra a inflação, incluindo compra por dólar. Entretanto, como a economia brasileira é exportadora desses produtos, a entrada de moeda estrangeira na economia local também cresce, reduzindo o impacto inicial da guerra sobre o real.
A valorização de commodities funciona como contraponto para o real, ao melhorar as condições de troca do país e ampliar a entrada de dólares pelo canal exportador, o que ajuda a conter parte do avanço da moeda americana. Vitor Kayo, economista sênior da Nomad
Fluxo cambial para Brasil está positivo em junho. O saldo é de US$ 3,909 bilhões, após entradas líquidas de US$ 565 milhões em maio. O canal financeiro registrou saída líquida de US$ 5,831 bilhões. Mas no comércio exterior, o saldo no período foi positivo em US$ 9,740 bilhões, com importações de US$ 21,587 bilhões e exportações de US$ 31,327 bilhões.
Barril recuou após máximas em duas semanas. O contrato futuro do tipo Brent com vencimento em setembro foi negociado a US$ 75,71, baixa de 3% ante ontem, devolvendo parte da valorização, quando o ativo subiu 5%, a US$ 78,02, maior valor desde 19 de junho.
Petróleo voltou ao foco de preocupação dos agentes econômicos. Mesmo com o recuo hoje, o preço do barril mudou de patamar. O viés foi puxado pela retomada de ataques entre os Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O recrudescimento do conflito interrompe novamente o trânsito de petroleiros pelo Estreito de Hormuz, rota marítima na costa iraniana por onde transitavam 20% do fornecimento mundial diário do petróleo.


