‘O Convite’ tem humor e segredo picante: ‘Todos vão se identificar’

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Na conversa, Flavia Guerra explicou que a trama parte de um casal que vive uma rotina mais monótona e decide se aproximar dos vizinhos. A tentativa de ‘jantarzinho’ vira um teste para a relação, com tensão e farpas, enquanto uma proposta inesperada “de casal para casal” muda o rumo da noite.

Todo mundo que já teve um relacionamento dos 15 aos 90 e tantos vai, em algum momento, se identificar. E quando que você enxerga uma crise com humor, que eu acho que é um grande segredo do relacionamento? Se você perde o humor com o outro, acabou. Você tem que saber rir. E eles não estão conseguindo mais rir juntos. Mais do que transar ou não transar: não rir junto.
Flavia Guerra

Roberto Sadovski disse que, pelo que ouviu da descrição, o filme parece apostar numa dinâmica “quase teatral”, lembrando histórias de dois casais tentando resolver conflitos num espaço fechado. Para ele, esse formato exige direção precisa para não cair na monotonia.

Me parece um pouco ‘Deus da Carnificina’. Tem essa vibe. Porque é quase teatral isso que vocês estão me falando. E é difícil demais você dirigir qualquer coisa num cenário só. É muito difícil.
Roberto Sadovski

Flavia afirmou que “O Convite” contorna esse risco com mudanças de ambiente dentro do apartamento e com um texto que sustenta a tensão. Ela também apontou um tom de comédia de relacionamento e “dramédia”, além de piadas que passam por temas como crise de meia-idade.

O roteiro eu acho primoroso. Seria muito fácil que isso ficasse monótono, chatinho, ou então cabeçudo. Ele tem um quê dos filmes de Woody Allen, aquelas comédias de relacionamento. E tem um quê de ‘Deus da Carnificina’ também.
Flavia Guerra

FONTE UOL

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