Entidade lembra que as cotas para importar kits de veículos elétricos tinham prazo para acabar. A Anfavea diz que o mecanismo terminou em fevereiro de 2026 e que a retomada agora ocorre “em detrimento” de empresas e de milhares de trabalhadores em nove estados.
Associação avalia que a prorrogação de um benefício criado como temporário afeta a previsibilidade do setor. Na nota, a Anfavea afirma que a decisão coloca em xeque a confiança de empresas que ajustaram planos de investimento com base nas regras pactuadas.
Risco para investimentos
Anfavea aponta que a eletrificação avançou no Brasil, com mais marcas e maior oferta de modelos. A entidade cita que os emplacamentos de eletrificados importados cresceram 214% entre 2023 e 2025.
Indústria local também reagiu ao cenário, com anúncios de investimento, segundo a associação. A Anfavea afirma que as fabricantes anunciaram R$ 140 bilhões em investimentos no Brasil até 2033, voltados a novas formas de propulsão, pesquisa, engenharia, modernização industrial e ampliação da cadeia de fornecedores.
Produção nacional de eletrificados ganhou espaço nas vendas, de acordo com a entidade. A Anfavea diz que, em 2025, veículos eletrificados produzidos no país responderam por 25,9% das vendas do segmento e que, no acumulado até maio de 2026, o mercado atendido por veículos nacionais cresceu 57% ante o mesmo período de 2025.


