Alta dos combustíveis se manterá mesmo com fim da guerra e já ameaça voos

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Caminhão de combustível abastece avião no aeroporto de Congonhas, em São Paulo Imagem: Alexandre Saconi

Na avaliação do executivo, o mercado global conseguiu reagir rapidamente às interrupções provocadas pelo conflito, reduzindo o risco de problemas de abastecimento para as companhias aéreas. Embora a situação continue sendo monitorada, a preocupação da indústria deixou de estar concentrada na oferta física do combustível e passou a se concentrar em seu impacto financeiro.

Walsh ressaltou que a alta do petróleo inevitavelmente pressiona os custos das empresas aéreas e acaba chegando ao consumidor. “Quando o preço do combustível aumenta, isso se reflete no custo das passagens”, afirmou.

A Iata estima que as companhias aéreas gastarão cerca de US$ 350 bilhões (R$ 1,8 trilhão) com combustível neste ano, o equivalente a aproximadamente 31% de todos os custos operacionais do setor. O valor representa uma das maiores despesas da indústria e ajuda a explicar por que a evolução dos preços da energia continua sendo acompanhada com atenção pelas empresas aéreas em todo o mundo.

Mesmo sem guerra, preços se mantêm

Para Roberto Alvo, CEO do grupo Latam, a alta dos combustíveis provocada pelo conflito no Oriente Médio não deve ser passageira. “Mesmo que o conflito terminasse hoje, provavelmente ainda veríamos preços mais altos por algum tempo”, afirmou o executivo, ao citar a necessidade de recomposição dos estoques utilizados para abastecer os mercados durante a crise no evento.

Segundo Alvo, o setor aéreo já começou a se adaptar ao novo cenário, com revisões operacionais para preservar a rentabilidade. “É normal ver ajustes de capacidade”, disse. Na avaliação dele, se os preços permanecerem elevados até 2027, a indústria poderá passar por um reequilíbrio mais amplo da oferta de voos para restabelecer o equilíbrio econômico das companhias.

FONTE UOL

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