Como pneu murcho causou tragédia com avião de peregrinos muçulmanos

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O DC-8 da Nationair que se acidentou em 1991 em foto feita no ano de 1989 no aeroporto de Faro (Portugal) Imagem: Pedro Aragão/via Wikimedia Commons

A pressão mínima era de 180 PSI, enquanto as registradas em dois dos pneus eram de 160 PSI e 155 PSI. Ao todo, o avião tem dez rodas, sendo duas no trem de pouso do nariz e quatro em cada um dos trens de pouso principais (esquerdo e direito).

Mesmo sem corrigir o problema, a aeronave recebeu autorização para voar. Posteriormente, a investigação concluiu que registros de manutenção haviam sido alterados para indicar que as verificações dos pneus tinham sido realizadas.

O início da tragédia

Pouco depois das 8h26, horário local, o DC-8 iniciou a corrida de decolagem. Os pneus dos aviões dependem da pressão correta para suportar dezenas de toneladas durante a aceleração.

A aeronave pesava cerca de 142 toneladas naquele momento, dentro dos limites operacionais. Quando os pneus trabalham abaixo da pressão especificada, deformam-se mais do que o previsto, acumulando calor rapidamente. E foi exatamente isso que aconteceu.

Ainda na pista, um dos pneus que estava com a pressão dentro do esperado rompeu. Com isso, o peso da aeronave foi transferido para um pneu subinflado, que também falhou poucos instantes depois.

FONTE UOL

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