Starship, o maior foguete já construído e que está nos planos da Nasa para levar humanos novamente à Lua, pode voltar a voar nesta quinta (16). A partir da Starbase, no Texas, a SpaceX tentará lançá-lo em seu 13º teste, em uma janela que abre às 19h45 (de Brasília) e se estende por 1h30.
Os objetivos, segundo a empresa de Elon Musk, assemelham-se aos do último voo, em maio deste ano. A novidade é que, pela primeira vez, estarão a bordo 20 satélites Starlink. No teste anterior, havia apenas 22 peças que simulavam os satélites da rede de serviço de internet de banda larga.
O veículo é formado pelo primeiro estágio, o Super Heavy ( o propulsor), e pelo segundo estágio, a espaçonave Starship. Juntos, os dois estágios também são chamados de Starship e têm 124 metros de altura.
De modo geral, o plano anunciado para esse novo teste é lançar o veículo, concluir a separação dos estágios (em torno de 2 minutos após o início do voo) e efetuar uma descida controlada dos dois estágios na água —o propulsor Super Heavy deve descer no golfo do México, e não em uma plataforma, algo visto em testes anteriores.
A SpaceX diz ter promovido alterações no veículo para corrigir alguns pontos observados no voo anterior, como diferenças na ignição dos motores do segundo estágio, a nave Starship, e a perda de um deles pouco depois da separação dos estágios. Também houve problemas na ignição em 5 dos 33 motores do propulsor Super Heavy.
Durante seu voo, a nave tentará implantar 20 satélites Starlink no espaço, seis deles com câmeras para analisar o escudo térmico do segundo estágio. Segundo a SpaceX, haverá a tentativa de conectá-los aos demais satélites da rede. Logo após o teste, os equipamentos devem se desintegrar na atmosfera terrestre.
Ao todo, se tudo sair como previsto, o teste deve durar uma hora e cinco minutos, com a nave Starship mergulhando nas águas do Índico.
Os voos teste do Starship vem ocorrendo desde abril de 2023. Em alguns deles houve a recuperação do propulsor Super Heavy em uma plataforma, com o auxílio de dois braços mecânicos. Outros ficaram marcados por problemas, como explosões cujos destroços levaram ao desvio de voos e interrupção de operações em aeroportos nos Estados Unidos.
O desenvolvimento do megafoguete é acompanhado pela Nasa, que espera contar com versões modificadas do veículo para o programa Artemis.
A próxima missão, a Artemis 3, é prevista para o ano que vem, com um teste de módulos de pouso lunar na órbita baixa da Terra. No mês passado, a agência espacial anunciou os quatro astronautas que vão participar desse voo.
A seguinte, a Artemis 4, é planejada para 2028, para levar humanos de volta ao solo lunar.
O veículo também deve ter papel essencial na pretendida expansão da constelação de satélites. Em maio deste ano, Musk afirmou que o serviço já dispõe de 10 mil equipamentos em órbita e planeja lançar outros 10 mil por ano.


