Guerra no Oriente Médio estimula maior inflação do 1º semestre desde 2022

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Inflação do primeiro semestre é a mais alta em quatro anos Imagem: Adriano Vizoni/Folhapress

Habitação desacelerou em junho, mas mantém inflação pressionada. O grupo variou 0,63% em junho, abaixo do 1,22% de maio, com o recuo no subitem energia elétrica residencial, que saiu de 3,67% para 1,53%, ainda figurando como o principal impacto individual no resultado do mês (0,06 p.p.).

Alimentação e bebidas recuou 0,24% no mês. A retração, após a alta de 1,33% em maio, contou com queda de preços na alimentação no domicílio, que variou -0,39%, ante a alta de 1,65% no mês anterior, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (-1,58%) e das carnes (-0,64%). No lado das altas destacam-se o feijão-carioca (8,31%) e a batata-inglesa (3,57%).

Transportes puxam inflação em junho com passagens aéreas mais caras. A variação do grupo de 0,17% refletiu alta de 7,12% das passagens aéreas, que foi atenuada pelo recuo de 0,48% nos combustíveis, todos em queda: etanol (-3,09%), óleo diesel (-1,19%), gás veicular (-0,19%) e gasolina (-0,12%).

Semestre

Apesar de desaceleração em junho, inflação fechou semestre em patamar elevado. Segundo economistas, o conflito no Irã estimulou o aumento dos preços neste ano. A guerra iniciada no final de fevereiro resultou no fechamento do Estreito de Hormuz, rota de 20% do petróleo mundial. A decisão fez o preço do petróleo disparar mais de 62%, o que impactou a cadeia de preços dos combustíveis e criou um efeito cascata para a distribuição mundial de produtos.

Inflação do primeiro semestre é a mais alta em quatro anos. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado dos seis primeiros meses deste ano atingiu 3,36%. O índice não superava os 3% desde 2022, mostram dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

FONTE UOL

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