“O que a gente trabalhou sempre foi que, se vamos ter esse imposto [seletivo], que, primeiro, não tenha aumento de carga”, disse Maciel.
Em abril, representantes do sindicato tiveram uma reunião com Rodrigo Orair, diretor de programa da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda que vem capitaneando internamente a discussão sobre os detalhes do imposto seletivo.
Um mês antes, representantes da Ambev estiveram também com Roni Peterson, que cuida, na Receita Federal, de assuntos referentes à regulamentação da reforma tributária.
O sindicato é fortemente ligado à Ambev, que ocupa posições no comando da entidade, mas a fabricante se movimenta por conta própria em Brasília. A manutenção da carga é importante para que ela consiga seguir com o duplo benefício fiscal de que usufrui.
Consultada, a Ambev disse, em nota, que o Brasil já tem uma das maiores cargas tributárias sobre a cerveja do mundo.
“Hoje, mais da metade do preço da cerveja que chega ao consumidor é imposto”, disse a empresa. “Desde o início das discussões sobre a reforma tributária defendemos e apoiamos um modelo que simplifique e que tenha taxações justas para a categoria, com regras claras e sem aumento da carga tributária.”


