Governo corta subsídio de R$ 0,35 do diesel após queda do petróleo

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O ministro Dario Durigan Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A flexibilização no Estreito de Hormuz ajudou a reduzir os preços da commodity no mercado internacional. A região, responsável pelo transporte de 20% do petróleo mundial, tinha sido fechada pelo Irã após ataques dos Estados Unidos, mas o fluxo de navios começou a ser liberado recentemente, após acordo entre os países.

O diesel contava com dois descontos contra a guerra. O retirado hoje era de R$ 0,35 por litro, aplicado ao diesel A (combustível puro antes da mistura com biodiesel). Esta parcela foi criada especificamente para substituir a isenção anterior dos tributos federais PIS/Cofins e tem validade inicial prevista até 31 de julho de 2026. O outro, de R$ 1,12 por litro, destinado a refinarias nacionais e importadores do combustível para equilibrar a oferta, ainda segue e tem vigência estipulada até 31 de dezembro de 2026.

Durigan afirma que o governo estuda acabar com outras medidas. A gestão criou um pacote para frear o aumento de preços de diversos combustíveis, puxado pelo conflito. O Planalto planeja cortar os recursos gradualmente, à medida que os preços se estabilizem.

A população brasileira não poderia pagar por uma guerra que não é dela. […] Mas nós não, em hipótese alguma, usaríamos esses instrumentos para fazer uma redução artificial de preço, uma distorção de preços relativos para além desse conceito de amortecer o choque de preços.
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento

Outras medidas contra efeitos da guerra

Gasolina tem repasse de até R$ 0,89 por litro. O valor é pago diretamente a refinarias e importadores.

FONTE UOL

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