CEO das óticas LIVO quer produzir óculos inteligentes

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Miranda contou que discutiu o tema durante a Mido, feira do setor óptico em Milão, e que enxerga os óculos inteligentes como uma linha adicional conectada ao universo de visão e cuidados com os olhos.

Para o CEO, o uso diário ainda passa por um debate social: a conveniência de registrar e buscar informação em tempo real convive com o incômodo de ter câmeras em situações de privacidade, como um jantar entre amigos.

Para a parte dos smart glasses para o dia a dia, é um debate que está acontecendo. Você vai visitar uma nova cidade e quer ver esse prédio. Mas cada vez existe mais debate: você quer sentar em uma mesa para jantar com cinco amigos e que todos estejam com uma câmera?
Jaime Miranda

Ele afirma que a empresa estuda diferentes caminhos para atuar nesse mercado, desde a distribuição de modelos de grandes fabricantes com lentes oftálmicas até o desenvolvimento de um produto próprio, aproveitando a chegada dessa tecnologia.

Minha pergunta mais filosófica é quanta penetração vai ter esse produto. Mas estamos experimentando com protótipos, porque você pode ser o distribuidor de um Ray-Ban Meta para colocar as lentes oftálmicas ou ter um produto próprio, já que está vindo com essa tecnologia.
Jaime Miranda

Miranda também relaciona o interesse pelos óculos inteligentes à tentativa de reduzir o tempo no celular, em meio ao que chama de fadiga digital. Ele conta que já usa, em alguns momentos, um telefone mais simples, mas que não consegue abrir mão da conectividade no dia a dia.

FONTE UOL

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