Previ quer trocar presidente do conselho da Vale que ela própria indicou

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Vale convocou acionistas para decidir em assembleia sobre pedido da Previ para trocar presidente do conselho da companhia Imagem: REUTERS/Ricardo Moraes

Essa discordância coloca a companhia diante de um impasse de governança que o mercado tende a ler como ruído negativo no curto prazo. Para o [acionista] minoritário, o sinal é ambíguo. Maior pressão institucional por governança é, em tese, positiva. Mas instabilidade no conselho num momento de transição estratégica gera incerteza sobre os rumos da empresa — e de incerteza o mercado não gosta.
João Luís Debom, diretor do departamento de investimentos private da gestora Supernova

Peso no Ibovespa

A Vale é a empresa de maior peso no Ibovespa, o principal índice acionário da Bolsa brasileira, a B3. As ações da mineradora respondem por 12,2% da composição do índice. A segunda colocada é a Petrobras, com 11,5% — somando as ações ON e PN.

No ano, a Vale acumula valorização de 12,6% na Bolsa. A ação da mineradora saiu de R$ 71,96 em janeiro para R$ 80,75 no fechamento da última sexta. Sua cotação máxima neste ano foi de R$ 89,97, em 25 de fevereiro, e a mínima, de R$ 72,38, no primeiro pregão do ano.

O lucro da Vale cresceu 36% no 1º trimestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2025. Os ganhos, de US$ 1,9 bilhão, foram impulsionados pelo aumento de 21% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de US$ 3,895 bilhões.

A Previ detém 7,02% do capital total da Vale. Com esse percentual, a empresa de previdência dos funcionários do Banco do Brasil supera as participações individuais da sócia japonesa Mitsui (6,45%) e dos fundos de investimentos norte-americanos BlackRock (6,71%) e Capital World Investors (5,13%).

FONTE UOL

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