Dólar fecha em queda, cotado a R$ 5,14, após atuação do Banco Central

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O ETF de renda fixa é negociado diretamente na bolsa de valores Imagem: Amanda Perobelli/Reuters

Na semana passada, dólar subiu 2%. O salto de R$ 5,06 para R$ 5,17 do dólar ganhou força a partir da quarta-feira, após o Fed (Federal Reserve) manter a taxa de referência estável, nos Estados Unidos, e o Banco Central cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50%, para 14,25% ao ano, em decisão que gerou incertezas entre agentes de mercado.

Banco Central atuou no mercado de câmbio. O órgão vendeu nesta segunda-feira US$ 1 bilhão da moeda à vista. De forma simultânea, fez outra operação, em que ofertou US$ 1 bilhão em 20 mil contratos de swap cambial reverso, com vencimento em 1º de setembro próximo, um negócio equivalente à compra de moeda americana no mercado futuro. Esse tipo de atuação serve para dar liquidez de curto prazo a quem procura dólar, mas sem impactar o equilíbrio entre oferta e demanda no médio prazo.

Mercado revisou projeções para inflação e juros. Na nova edição do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com uma centena de profissionais do setor financeiro, a mediana para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) subiu pela 15ª vez seguida, de 5,30% a 5,33% — ficando cada vez mais distante do teto da meta. As projeções para o índice de preços também subiram para 2027 e 2028. Já a estimativa para a taxa básica de juros Selic ao fim de 2026 avançou de 13,75% a 14% ao ano.

Tão importante quanto os números de curto prazo é a trajetória estrutural. Mesmo com o IPCA convergindo para perto de 3,5% em 2028 e 2029, o mercado ainda segue projetando uma Selic em torno de 10% nesses anos, sinalizando um juro real elevado de forma persistente, e não apenas um aperto passageiro. Peterson Rizzo, chefe de relações com investidores da Multiplike

Expectativa pela ata do Copom manteve cautela entre agentes de mercado. Amanhã, o Banco Central divulga o texto em que o Comitê de Política Monetária detalha os motivos que levaram a diretoria do Banco Central a reduzir a taxa básica de juros Selic apesar de ter reconhecido uma piora dos riscos de inflação mais alta na economia brasileira.

A divulgação da ata do Copom, na terça-feira, e do Relatório de Política Monetária, na quinta-feira, deverá fornecer maior clareza sobre os cenários considerados pela autoridade monetária e sobre os próximos passos do ciclo de flexibilização. Gabriel Mollo, analista de investimentos da Daycoval Corretora

FONTE UOL

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