Senador quer fundos de pensão afetados pelo Master como sócios do FGC

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Sede do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), em São Paulo Imagem: Divulgação / FGC

Contudo, na avaliação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, isso distorce a lógica do fundo —que só conta com instituições financeiras que fazem captações (depósitos e emissão de papéis, como CDBs).

Criado por lei, em 1995, o FGC é um colchão de recursos depositados pelos bancos sócios. Os valores são proporcionais aos montantes que essas instituições captam no mercado.

A legislação não prevê a cobertura pelo FGC de fundos de previdência, que, historicamente, foram alvos de desvios, fraudes e uso político por gestores —o que minou as aposentadorias, exigindo que o buraco, até hoje, fosse coberto pelos próprios poupadores.

Também não há previsão legal para que essas fundações e entidades sejam sócias do FGC, porque elas não realizam captações. São veículos que somente aplicam a poupança dos cotistas em investimentos disponíveis no mercado.

Questionado sobre isso, o senador Renan Calheiros afirmou que essa situação pode ser contornada durante os trâmites legislativos e que considera incluir os fundos como novos sócios do FGC.

A declaração é um golpe no CMN (Conselho Monetário Nacional) do BC, que regula o funcionamento do FGC.

FONTE UOL

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