Visivelmente impressionado, em um momento das gravações, ele disse no rádio: “[Centro de Controle de Área de] Brasília, boa noite e bem-vindos ao festival dos discos voadores! Tá uma loucura isso aqui, cara!”.
A situação rapidamente mobilizou centros de controle e pilotos que estavam em voo. Em diversos relatos, aviadores afirmaram que as luzes pareciam fugir sempre que havia tentativa de aproximação.
Entre os pilotos acionados estava o então tenente Kleber Caldas Marinho, que decolou da Base Aérea de Santa Cruz (RJ) em um caça F-5. Posteriormente, ele relatou dificuldades para se aproximar dos objetos, que aparentavam acelerar ou desaparecer dos radares quando os aviões chegavam perto.
Outro personagem importante do episódio foi Ozires Silva, então presidente da Embraer. Ele viajava em uma aeronave da FAB entre Brasília e São José dos Campos quando também avistou luzes incomuns durante o voo.
Em entrevistas posteriores, Ozires afirmou que tentou acompanhar um dos objetos, mas não conseguiu identificá-lo. Segundo ele, as luzes realizavam movimentos incompatíveis com aeronaves convencionais da época.


