A crise também afeta a Audi, outra marca do grupo. A empresa, sediada em Ingolstadt, anunciou recentemente uma revisão de suas projeções financeiras para 2026 e segue implementando um programa que prevê a eliminação de até 7.500 empregos até 2029.
Durante a apresentação dos resultados semestrais da Audi, o diretor financeiro Jürgen Rittersberger afirmou que as medidas de economia já adotadas tiveram efeitos positivos, mas não são suficientes diante dos desafios atuais. Segundo ele, a empresa precisa se tornar mais eficiente, reduzir custos estruturais e acelerar os processos de tomada de decisão.
Vendas em queda na China
A desaceleração do mercado chinês continua sendo uma das principais preocupações das montadoras alemãs. Tanto Audi quanto Porsche registraram queda nas vendas no país asiático, hoje um dos mercados mais importantes para a indústria automotiva mundial.
A situação também impactou os resultados financeiros da Volkswagen. O grupo registrou uma forte redução dos lucros no segundo trimestre e revisou suas expectativas para o restante do ano.
Apesar das dificuldades, o presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, insiste que o fechamento de fábricas deve ser evitado. Em declarações recentes, ele afirmou que existem alternativas mais eficientes para recuperar a competitividade das marcas do grupo e classificou o encerramento de unidades produtivas como ‘o último recurso’.


