Nobel de Medicina de 2026 vai para descoberta canais luz – 05/10/2026 – Ciência

By
4 Min Read
Medalhas do Nobel são exibidas no laboratório de Alfred Nobel, onde foram realizados testes com pólvora e experimentos com borracha artificial e fios sintéticos, em Karlskoga, na Suécia - Jonathan Nackstrand - 1.out.23/AFP

Karl Disseroth, Peter Hegemman e Georg Nagel levaram o Prêmio Nobel em Fisiologia ou Medicina de 2026. O anúncio, feito nesta segunda-feira (5) pela Fundação do Prêmio Nobel, em Estocolmo, na Suécia, reconheceu o trabalho dos pesquisadores na descoberta de canais de íon fotossensíveis, que contribuíram para o desenvolvimento da optogenética.

A cerimônia de entrega das láureas em Estocolmo, na Suécia, está agendada para 10 de dezembro, aniversário da morte do químico sueco Alfred Nobel (1833-1896). Os laureados vão receber um diploma feito por um artista sueco ou por um norueguês e uma medalha de ouro. Além disso, há o prêmio de 11 milhões de coroas suecas, montante equivalente a R$ 5,73 milhões na cotação atual.

Em 2025, foram laureados com o mesmo prêmio o trio de cientistas Mary Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi, por terem desenvolvido trabalhos acerca da chamada tolerância imunológica periférica, um dos processos pelos quais o organismo consegue distinguir entre ameaças reais vindas de fora e seus próprios componentes.

Já foram distribuídos, com a premiação desta segunda (5), 117 prêmios Nobel na categoria Fisiologia ou Medicina, desde 1901 —isso não ocorreu apenas nove vezes, de 1915 a 1918, em 1921, 1925 e de 1940 a 1942. Até hoje, nenhuma pessoa recebeu o prêmio nessa categoria mais de uma vez.

A pessoa mais jovem a receber o prêmio de Fisiologia ou Medicina foi Frederick G. Banting (1891-1941). O canadense tinha 31 anos em 1923 quando dividiu a láurea com o escocês John James Rickard Macleod (1876-1935) pela descoberta da insulina.

Já o americano Peyton Rous (1879-1970) foi a pessoa mais velha a ganhar o prêmio. Em 1966, ele tinha 87 anos quando recebeu a láurea pela descoberta de vírus que induzem ao desenvolvimento de tumores. Além dele, o prêmio naquela categoria foi entregue ao canadense Charles B. Huggins (1901-1997) por suas descobertas relacionadas ao tratamento hormonal de câncer de próstata.

No recorte de gênero, embora 232 indivíduos diferentes tenham recebido a láurea, apenas 14 destes eram mulheres, ou 6%, considerando os dados até 2025. Premiada em 1983, a geneticista Barbara McClintock foi a única mulher até hoje a receber o Nobel de Fisiologia ou Medicina sozinha —todas as outras 13 laureadas o partilharam com alguém.

Trabalhos na área de biologia ou medicina frequentemente rendem parcerias de longa data. No caso de laureados, a parceria mais longeva entre vencedores é de 54 anos, de 1972 até o presente, entre os médicos e geneticistas Michael Brown e Joseph L. Goldstein, que receberam o prêmio em 1985 por descobertas envolvendo o controle do colesterol. Em seguida, o casal Carl Ferdinand Cori (1986-1984) e Gerty Theresa Cori (1896-1957), cuja parceria durou 34 anos, foram laureados em 1947 pela descoberta do curso da conversão catalítica do glicogênio.

O agora ex-casal de neurocientistas noruegueses Edward Moser e May-Britt Moser também teve uma parceria de pesquisa longeva, de quase 30 anos, e conquistou a láurea em 2014 —junto com o americano americano John O’Keefe— por descobrirem células que constituem um “GPS” do cérebro, chamadas de células de grade.

FONTE UOL

Share This Article