Alguns gestores ativos já reduziram sua exposição a ações de fabricantes de chips e estão adquirindo papéis das próprias hyperscalers, que ficaram bem atrás da alta registrada pelas fabricantes de chips. Eles também estão comprando ações de empresas de software e setores que devem se beneficiar da adoção da IA, como o financeiro e o de saúde.
“Quando eles pararem de aumentar seus gastos com capital, isso certamente será um alívio para as big techs e um sinal negativo para o setor de semicondutores”, disse Alexis Bossard, gestor de carteiras de ações globais da Edmond de Rothschild Asset Management. Bossard já reduziu a exposição a ações de chips que, em sua opinião, se tornaram muito caras em relação às expectativas.
O índice de semicondutores Philadelphia, cujas principais participações incluem a Nvidia, a Broadcom, a Micron, a ASML e a TSMC, mais que dobrou de valor no último ano, mesmo com uma queda de quase 18% em relação ao pico de junho. O avanço é superior ao aumento de 11% no S&P 500 ponderado igualmente, ou ao ganho de 8% no Stoxx 600 europeu, com pouca presença de IA.
A pesquisa com gestores de fundos realizada pelo Bank of America em julho revelou que 82% consideravam os chips a operação mais concorrida do mercado e nenhum deles informou estar vendido no setor. Surge a questão de como se posicionar caso os gastos com IA continuem fortes, mas não acelerem mais o suficiente para sustentar as expectativas incorporadas ao setor de infraestrutura de IA.
Bossard aumentou a exposição à Amazon e privilegia áreas como resfriamento líquido, segurança cibernética e determinadas empresas de software. “Temos uma exposição extremamente baixa aos chips no momento.”
O CIO da LFG+ZEST, Alberto Conca, reduziu drasticamente as posições em fabricantes de chips de memória e equipamentos, ao mesmo tempo em que construiu posições em hyperscalers e ações do setor de saúde. Ele reforçou essa visão comprando opções de venda (put) em determinadas empresas de chips.


