Os brasileiros, observa a Economist, reagiram manifestando amplo apoio ao Pix. A reportagem observa que o pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) prometeu preservar o sistema brasileiro, mas sugeriu que o país evitasse integrar o sistema a redes internacionais que competissem diretamente com a infraestrutura financeira americana.
Episódio ilustra tendência de encarar infraestrutura de pagamentos como componente estratégico da soberania econômica, diz a revista. Por isso, muitos países estão desenvolvendo alternativas nacionais ou regionais para reduzir a dependência de Visa e Mastercard.
Europa e Ásia também têm se mobilizado. Exemplos disso incluem iniciativas europeias como a expansão da Área Única de Pagamentos em Euros (Sepa), a carteira digital Wero e os planos do Banco Central Europeu para lançar um euro digital até 2029. A China ampliou sua rede internacional de pagamentos em yuan e fortaleceu o Cips, alternativa ao sistema interbancário Swift, enquanto a Índia vem expandindo o UPI, seu sistema de pagamentos por QR Code, para diversos países, oferecendo inclusive apoio para que outras nações desenvolvam plataformas próprias.
Revista alerta para prejuízos e limitações de liquidez entre moedas. Apesar de reconhecer que a busca por maior autonomia financeira pode fortalecer a soberania dos países, a revista alerta que a proliferação de sistemas incompatíveis pode aumentar fraudes, dificultar o combate à evasão de sanções e reduzir a eficiência dos pagamentos internacionais. Um estudo citado pela publicação estima que, mantida essa tendência, a fragmentação financeira poderá reduzir o PIB global em até 2,6% até 2030.


