O número de mortos na Venezuela passou de 3.500
Os dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela em 24 de junho deixaram um rastro de destruição como não se via no país há mais de um século.
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Até o momento, o número de mortos já passa de 3,5 mil. Desse total, quase 300 corpos ainda não foram identificados.
Diante da situação, as autoridades venezuelanas precisaram criar um cemitério de emergência, localizado a cerca de uma hora de carro de La Guaira, a região mais afetada pelos tremores.
O cemitério de emergência foi construído em uma área afastada do cemitério de La Esperanza.
As longas fileiras de cruzes brancas, destinadas a marcar os túmulos das vítimas do terremoto, se espalham pelo topo de uma colina nessa região montanhosa, retratando a dimensão da tragédia que mantém a Venezuela de luto.
Para lá, chegam continuamente caminhões carregados com os corpos das vítimas do terremoto.
Vista aérea dos caixões no dia do enterro das vítimas do terremoto, após os tremores de 24 de junho, no Cemitério La Esperanza , em La Guaira, Venezuela
REUTERS/Adriano Machado
As retroescavadeiras abriram uma área ampla para receber os corpos que foram resgatados dos escombros.
A maquinaria pesada trabalha há mais de 10 dias escavando as valas.
“Começamos este trabalho, que tem sido feito com dedicação e amor, junto a uma equipe de voluntários e pessoas que realmente se empenharam porque isso partiu delas e porque conhecem a situação em que estamos”, explicou à BBC Mundo o líder comunitário Elis Zabala.
As autoridades afirmam que não se trata de uma vala comum e que cada sepultamento é realizado de forma individual.
Os familiares das vítimas não estão presentes para dar o último adeus, já que apenas alguns trabalhadores e funcionários estão autorizados a permanecer no local dos sepultamentos.
Trabalhadores preparam sepulturas no dia do enterro das vítimas do terremoto, após os tremores de 24 de junho, no Cemitério La Esperanza, em La Guaira, Venezuela
REUTERS/Adriano Machado
Cada túmulo conta com uma cruz, pedras brancas e um código de identificação que permite vincular o corpo a um registro e ao respectivo arquivo fotográfico.
No entanto, infelizmente, muitos dos corpos ainda não puderam ser identificados.
Uma das principais críticas feitas nos dias após os terremotos atingirem a Venezuela foi a falta de equipes oficiais de resgate para localizar os corpos das pessoas dadas como desaparecidas.
Aos 3,5 mil mortos confirmados até o momento, somam-se milhares de desaparecidos naquela que é considerada a pior catástrofe natural das últimas décadas do país.
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Trabalhadores carregam o caixão de uma vítima do terremoto no Cemitério La Esperanza, em La Guaira, na Venezuela
REUTERS/Adriano Machado
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FONTE UOL
O cemitério de emergência onde a Venezuela enterra vítimas dos terremotos


