O desempenho do Distrito Federal é influenciado pela forte presença da administração pública, que concentra cargos com remunerações mais elevadas nos três poderes. Já São Paulo e Rio de Janeiro se destacam pelo peso de setores como serviços financeiros, indústria e grandes empresas.
A média salarial mensal do Brasil foi de R$ 3.932,45 em 2024. O valor equivale a 2,8 salários mínimos daquele ano, quando o piso nacional era de R$ 1.412.
Quem paga mais por setor, gênero e escolaridade
Os setores de organismos internacionais e de energia elétrica concentram os maiores salários do mercado. Organismos internacionais lideram, com remuneração média de R$ 9.678,61, seguidos por eletricidade e gás (R$ 8.539,07) e atividades financeiras (R$ 8.430,55). Na outra ponta, o setor de alojamento e alimentação tem a menor média salarial, de R$ 2.080,17.
A desigualdade salarial por gênero e escolaridade continua elevada no país. Homens recebem, em média, R$ 4.206 (3,0 salários mínimos), valor 16,6% superior ao das mulheres, cuja remuneração média é de R$ 3.608,04 (2,6 salários mínimos). Já trabalhadores com ensino superior ganham, em média, R$ 7.776,59, quase três vezes o rendimento daqueles sem diploma (R$ 2.742,41).
Empresas de grande porte e a administração pública oferecem as maiores remunerações médias. Companhias com 250 ou mais funcionários pagam, em média, R$ 4.913,27. Já a administração pública registra os maiores salários tanto para homens (R$ 6.058,19) quanto para mulheres (R$ 4.967,51) e também apresenta a menor diferença de remuneração entre níveis de escolaridade.


