Paralelamente, o governo negocia um acordo de integração regional de um mercado aéreo único do Mercosul, que permitiria a empresas sul-americanas vender passagens em trechos domésticos brasileiros como extensão de voos internacionais. Na prática, companhias como a Jetsmart e a Sky Airline poderiam ampliar sua atuação no país caso o modelo avance.
Na prática, uma empresa estrangeira poderia vir ao Brasil, pousar em uma cidade e continuar fazendo voos aqui dentro antes de voltar ao exterior. A proposta, entretanto, ainda não está pronta.
Em abril, conversei com os presidentes da Jetsmart e do grupo Abra, que passará a controlar a Sky, e ambos informaram não possuir interesse em realizar voos domésticos no Brasil no momento. A Jetsmart por não ser o modelo de negócios da empresa, já a Sky, por possuir outra empresa do mesmo grupo econômico, a Gol, fazendo esse tipo de operação.
Em tempo, é preciso levar em conta que outras empresas precisariam abrir bases no Brasil, contratar funcionários para o atendimento, pontos para manutenção, entre outras questões. E é esse gargalo uma das questões que precisam ser debatidas sobre trazer novas empresas para o mercado interno.
Exemplo europeu
O diretor-geral da Iata, Willie Walsh, afirmou que experiências internacionais mostram que mercados mais abertos tendem a aumentar a conectividade e a concorrência.


