Petróleo tem sessão de estabilidade após recuo ontem. O contrato futuro do barril do tipo Brent com entrega para agosto cedia 1,3% às 9h, para US$ 94,78 na ICE Intercontinetal Exchange.
Incertezas sobre guerra no Oriente Médio persistem. Ontem, os preços do petróleo recuaram diante da perspectiva de um acordo de paz no Líbano, apesar da rejeição por parte do grupo pró-iraniano Hezbollah e da continuidade dos bombardeios israelenses no sul do país. Por outro lado, a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca restringir novas ações militares contra o Irã.
O mercado segue sensível às negociações envolvendo Estados Unidos, Israel, Irã e Líbano, em meio ao elevado grau de incerteza, o que mantém o petróleo volátil. No Brasil, o Ibovespa retoma após o feriado, com Bolsa dependente do fluxo externo, que segue como principal driver no curto prazo. Alvaro Maia, economista na StoneX
Indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos entram no radar. O Bureau of Labor Statistics (BLS, departamento de estatísticas do trabalho dos Estados Unidos) divulga o relatório oficial de emprego de maio, que deve calibrar posições dos agentes de mercados.
Bolsa brasileira vem de forte queda na quarta-feira. O Ibovespa recuou 2,2% antes do feriado, pressionada pelos anúncios de tarifas extras sobre exportações brasileiras para os Estados Unidos.
Ibovespa está em ciclo de queda desde 15 de abril, em movimento que coincide com menor fluxo de capital externo. Em maio, o saldo líquido das aplicações dos estrangeiros foi negativo em R$ 14,9 bilhões da B3. Desde 14 de abril, quanto atingiu 198.657 pontos, recorde histórico, indicador recuou cerca de 14%.


