C&A lucra mais por venda e se sai melhor que Magalu e Renner no trimestre

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Varejistas C&A, Magalu e Renner divulgaram recentemente seus balanços do segundo trimestre do ano Imagem: Reprodução

C&A lucrou R$ 130,1 milhões no segundo trimestre de 2026 Imagem: Reprodução

A perda de dinheiro em caixa foi o principal alvo de críticas entre as corretoras. A XP Investimentos considerou os números dentro do esperado, mas alertou que o aumento no estoque de roupas piorou o capital de giro, o dinheiro que mantém a empresa funcionando no dia a dia. O Bradesco BBI destoou do otimismo e classificou o balanço como “neutro a levemente negativo”, justificando que a geração de fluxo de caixa foi o “ponto fraco” do trimestre, já que a empresa “queimou” R$ 159 milhões em caixa livre. Essa foi uma das razões para que as ações da C&A fechassem em queda de 3,91% no pregão de 5 de agosto, um dia após a divulgação do balanço.

O Magazine Luiza aparece em segundo, dividindo as opiniões do mercado financeiro. O Safra considerou o balanço da varejista ligeiramente negativo devido ao alto consumo de dinheiro e ao cenário econômico difícil, já que a empresa registrou prejuízo líquido ajustado (resultado financeiro que exclui eventos pontuais) de R$ 50 milhões. Esse tombo superou a perda de R$ 30 milhões projetada pelo Safra, puxado pela retirada dos cofres de R$ 844 milhões em um ano apenas para bancar a operação diária (consumo de caixa subjacente).

Mas o avanço das lojas de rua do Magalu evitou um tropeço maior, já que as vendas pela internet recuaram. As vendas nas lojas físicas subiram 10,3% e superaram as expectativas dos especialistas, mas o comércio digital caiu 11,9% na comparação com o ano passado. A venda pela internet encolheu porque a demanda por eletrônicos recuou com os aumentos globais de preços em celulares, computadores e televisores, um problema provocado pela falta e encarecimento de chips de memória em todo o mundo.

Loja da Magalu no Conjunto Nacional, em SP; empresa teve prejuízo líquido de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre
Loja da Magalu no Conjunto Nacional, em SP; empresa teve prejuízo líquido de R$ 50,4 milhões no segundo trimestre Imagem: Danilo Verpa/Folhapress

O recuo nas vendas online deixou parte dos analistas em estado de alerta. O banco JPMorgan manteve recomendação para vender as ações da companhia por avaliar que as lojas físicas não compensam o recuo na internet, que sofre com a concorrência agressiva. A corretora XP classificou o resultado como “fraco”, refém do repasse ao consumidor dos altos custos de produção. Já o BTG Pactual adotou um tom otimista ao manter a recomendação de compra para as ações, elogiando o corte de despesas administrativas e a boa lucratividade da Luizacred, braço de financiamento da companhia. Na sexta (7), dia seguinte à divulgação do balanço, as ações da Magalu caíram 3,72%.

FONTE UOL

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