O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) ficou em 21,6% nos últimos doze meses, ante 41,2% um ano antes. O indicador mede quanto a empresa lucra em relação ao capital investido pelos acionistas. O recuo foi de 19,6 pontos percentuais na comparação anual.
A margem financeira somou R$ 1,30 bilhão no trimestre, alta de 10,9% em um ano. Essa linha, também chamada de resultado da intermediação financeira, mede a diferença entre o que o banco recebe em juros e o que paga para captar dinheiro. No primeiro semestre, o indicador chegou a R$ 2,57 bilhões, avanço de 10,2% sobre igual período de 2025.
A carteira de crédito bruta do Agibank chegou a R$ 37,08 bilhões ao final de junho, alta de 21,2% em um ano e de 4,4% sobre março. A companhia atribui parte do avanço ao crédito consignado do INSS, que ganhou 60 pontos-base de participação de mercado no trimestre, chegando a 9,60%, mesmo após as mudanças trazidas pelo Desenrola 2.0. O programa do governo federal, implementado em maio, reduziu de 45% para 40% o limite de comprometimento de renda em operações consignadas e ampliou de 96 para 108 meses o prazo máximo dos contratos.
As provisões para perda esperada (PDD) somaram R$ 562,2 milhões no trimestre, alta de 59,9% em um ano. A PDD é a reserva que os bancos separam para cobrir calotes. Segundo o balanço, o aumento acompanhou a expansão da carteira de crédito.
A inadimplência acima de 90 dias (NPL) fechou o trimestre em 3,3%, alta de 0,6 ponto percentual sobre o mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre deste ano, houve queda de 0,3 ponto percentual.
A base de clientes ativos do Agibank somou 7,6 milhões em junho, alta de 36,4% em um ano. A companhia adicionou mais de 600 mil novos clientes no trimestre. O índice de eficiência operacional, que mede o quanto o banco gasta para gerar cada real de receita, piorou de 42,9% para 48,9% na mesma comparação.


