Moradores do Rio gastam R$ 2,2 bilhões por ano em apostas online, diz Fecomércio

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Apostadores podem solicitar autoexclusão das bets desde dezembro Imagem: Getty Images

Gomes aponta que os resultados mostram a falta de planejamento financeiro da população. Para o porta-voz, a análise revela que cada apostador dedica R$ 1.200 por ano para o ambiente das bets, cassinos virtuais e jogos diversos, a exemplo do Tigrinho. “Os recursos são desviados para outro fim e deixam de ser canalizados para o pagamento de dívidas, juros e o consumo”, lamenta ele.

Mais de um em cada cinco (22,7%) moradores da região realiza apostas virtuais. Entre as categorias apuradas pelo estudo, as apostas esportivas são a opção preferida, mencionada por 60,9% dos entrevistados. Na sequência, aparecem os jogos de cassino como o “Tigrinho” e outros semelhantes, presentes na rotina de 49,4% dos apostadores. Os entrevistados podiam citar mais de uma aposta.

Falta de cuidado com a segurança digital segue como problema entre apostadores. Conforme o levantamento, quase metade dos entrevistados (48,5%) afirmou que não checa se os sites são legalizados pelo governo federal antes de transferir dinheiro a eles. Diante do cenário, Gomes defende o aumento da fiscalização e a restrição à publicidade das bets, que alcançam 70% da população.

A maior parte do público que aposta é formada por homens jovens e de baixa renda. A pesquisa indica que o perfil principal é de pessoas de 25 a 34 anos que ganham entre um e dois salários mínimos. Quase metade dos apostadores (48,7%) afirma que um dos motivos para apostar está relacionado à expectativa de obter retorno financeiro. Entre eles, 28,3% buscam a chance de ganhar dinheiro rápido ou consideram a aposta como forma de investimento.

Casas de apostas estão regulamentadas no Brasil desde janeiro de 2025. A normativa resultou na publicação da lista de empresas autorizadas a explorar a modalidade lotérica de apostas de cota fixa. As definições da Secretaria de Prêmios e Apostas, ligada ao Ministério da Fazenda, estabeleceram que as bets legalizadas devem pagar uma outorga de R$ 30 milhões e funcionar com o domínio “.bet.br”.

FONTE UOL

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