Dólar cai a R$ 5,05, e Bolsa sobe com nova alta do petróleo

By
3 Min Read
Dólar caiu e Ibovespa subiu em sessão influenciada pelas divulgações do IPCA-15, no Brasil, e de PIB e índice de preços, nos EUA Imagem: Getty Images

O real segue amparado pelo elevado diferencial de juros, que mantém atrativas as operações de carry trade, e pela valorização do petróleo, que melhora a perspectiva de ingresso de dólares via exportações. Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad

Ibovespa sobe firme após sequência negativa. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 subia 2,44%, aos 177.547 pontos, faltando 20 minutos para o fim da sessão. O desempenho das ações da Petrobras e da Vale, que respondem por cerca de 22% do Ibovespa, sustentam o indicador.

Bolsa reagiu após cinco pregões seguidos de queda. A variação negativa ontem foi mínima, de apenas 0,03%, mas o suficiente para determinar a maior sequência negativa desde maio, quando o indicador recuou seis sessões consecutivas.

No exterior, preço do petróleo manteve firme viés de alta. Os contratos do Brent, referência internacional para o combustível, com entregas previstas para setembro subiu 3,36%, a US$ 94,07 o barril. O petróleo WTI (referência nos EUA) para setembro fechou em alta de 2,95%, a US$ 86,83 o barril.

Guerra escala em meio a impasse nas negociações. O Exército dos Estados Unidos anunciou uma nova onda de ataques contra o Irã pela 11ª noite consecutiva. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, alertou que permitir o controle do estreito de Hormuz pelo governo iraniano criaria um precedente perigoso, com repercussões que vão além do Oriente Médio, travando as conversas para retomada de trégua.

O petróleo voltou a tocar os US$ 95 e, com isso, retorna o estresse inflacionário que o mercado imaginava ter deixado para trás no primeiro semestre. O Brasil está bem posicionado nesse cenário. O câmbio segue em torno de R$ 5,10, ou um pouco abaixo disso, porque volta a valer aquela dinâmica de Brasil exportador de petróleo que já vimos operar no primeiro semestre, quando a balança comercial ficou exuberante justamente por conta do preço da commodity. O alerta que fica é externo: o comportamento do juro americano daqui para frente, num ambiente de inflação novamente ascendente, é a variável a ser monitorada de perto. Paulo Gala, professor de Economia da FGV-SP

FONTE UOL

Share This Article