Correa afirma que, quando a regulamentação permite a comercialização de produtos recreativos semelhantes a itens de consumo cotidiano, o risco aumenta. Como exemplo, ele cita bebidas com aparência de refrigerante e altas doses de THC vendidas nos Estados Unidos e diz que o país passou a rever essas regras.
Na hora que você faz 100 mg em uma lata de um refrigerante e bota no mercado, quem vai comprar? Se você não cria pelo menos um pouco de regra de jogo, você acaba indo pra uns lugares meio sinistros. Os EUA tá passando essa crise agora. Tá começando a corrigir a limitação de THC por miligrama, porque começou a soltar demais.
Toninho Correa
Ele também afirma que a flexibilização das regras contribuiu para casos de intoxicação infantil. Como exemplo, cita atendimentos hospitalares de crianças que consumiram gomas com THC. Para Correa, a solução não é proibir o mercado, mas estabelecer limites que tornem a oferta mais segura.
Você começava a ver 3.600 crianças comendo gomas de THC nos EUA e parando no hospital. Então, acho que, de certa forma, é só criar um pouquinho de regra para poder ser legal para todo mundo. É equilibrar um pouquinho a limitação.
Toninho Correa
O executivo afirma que criou a Blis para oferecer o suporte que sentiu falta durante sua própria experiência como paciente de cannabis medicinal. Segundo ele, o aplicativo permite acionar uma enfermeira para esclarecer dúvidas durante o tratamento e, quando necessário, conectar o paciente ao médico para avaliar um possível ajuste na dosagem.
Quando você não está sentindo um efeito, ou algo acima do esperado, você clica num botão no aplicativo, aciona uma enfermeira e ela vai te prestar um suporte. Se precisar mexer na dosagem, ela vai falar com o médico e vai conectar vocês dois. Esse suporte todo que eu queria ter pra mim, a gente coloca dentro do aplicativo também.
Toninho Correa


