Dólar cai a R$ 5,089 e Bolsa recua com nova projeção para inflação

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Dólar acumula baixa ante o real de 10,6% no ano, recuando de R$ 5,49 para R$ 4,91, menor valor desde janeiro de 2024 Imagem: Getty Images

O índice retorna à região dos 173 mil pontos, perto do nível que costumamos associar às alternâncias entre regimes de alta e baixa no curtíssimo prazo. Caso perca esse suporte imediato e continue a trajetória de baixa, o próximo objetivo aos 170,6 mil pontos. Victor Penna, co-gerentes de pesquisa da BB Investimentos

Preço do petróleo ronda os US$ 90. O contrato com vencimento em setembro do barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 1,27%, para US$ 89,22, após ter atingido US$ 91,41 mais cedo. Já o petróleo WTI (referência nos EUA) para setembro fechou em alta de 0,85%, a US$ 82,48 por barril.

Pressão se deve às tensões no Oriente Médio. Agentes econômicos temem que as novas trocas de ataques entre Irã e Estados Unidos enterrem de vez o acordo de paz entre os governos e trave por mais tempo as rotas de exportação pelo Estreito de Hormuz, por onde passavam 20% do fornecimento mundial do petróleo antes da guerra.

No Brasil, agentes econômicos ajustaram projeções para inflação e juros. A nova edição da pesquisa semanal do Boletim Focus, em que o Banco Central apura estimativas do setor financeiro, trouxe nova redução para o IPCA (inflação oficial do país) ao fim do ano, de 5,16% para 5,15% — ainda acima da meta. Já para 2028, que é o horizonte relevante do Banco Central para a política monetária, a mediana das estimativas subiu de 3,70% para 3,78%.

Com a entrada das tarifas americanas em dois dias, o primeiro impacto deve ocorrer sobre os ativos financeiros, especialmente câmbio, curva de juros e empresas mais expostas às exportações, antes de atingir a atividade econômica. Nesse contexto, o risco de o Brasil encerrar 2026 com inflação acima da meta e Selic próxima do nível atual permanece elevado. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos

Corporativo

O Recibo de Depósito Americano (ADR) da Petrobras tem preço-alvo com potencial de 23% de alta no BTG. A petroleira teve recomendação de compra reiterada pelos analistas do BTG Pactual, que estabeleceram preço-alvo de US$ 22 por ADR (R$ 56 por ação) para o fim de 2027, citando a forte execução operacional da companhia e o potencial de captura de margens mais elevadas no refino. Na B3, as ações PN (preferenciais a dividendos) subiam 1,1% às 17h, para R$ 41,35.

FONTE UOL

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