Presidente do Fed reforça combate à inflação e rebate interferência de Trump

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Presidente do conselho do Fed (Federal Reserve), Kevin Warsh, no Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes dos EUA, para apresentação do balanço do primeiro semestre de política monetária Imagem: ERIC LEE/Getty Images via AFP

Não é preciso escolher entre preços estáveis e pleno emprego, pois o duplo mandato não está em conflito, apontou. “Mercado de trabalho está resiliente e em equilíbrio bastante bom, mas temos mais trabalho a fazer nos preços”, salientou, frisando que pretende acabar com o fardo que é a inflação para os americanos.

Fala veio após a divulgação de índice de preços ao consumidor mais fraco do que o esperado nos Estados Unidos. A inflação ao consumidor nos Estados Unidos registrou queda de 0,4% em junho, puxada pelo recuo nos preços dos combustíveis, mostram dados do Departamento de Estatísticas Trabalhistas dos EUA. A deflação é a maior para um mês desde abril de 2020 (-0,8%). O resultado foi recebido positivamente pelos mercados, mas comentários de Warsh contiveram interpretações mais otimistas ao afirmar que um único dado favorável não altera a avaliação do Fed sobre os riscos inflacionários.

Perguntado sobre se Donald Trump, pode tentar interferir na trajetória de juros, o dirigente rebateu. Warsh disse que o Fed segur focado em seu trabalho. “Se o governo tentar interferir na política, continuarei a fazer meu trabalho. Vou seguir os dados e as leis, mesmo que criticas venham”.

*Com agências

FONTE UOL

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