O economista detalhou que a instabilidade geopolítica e os conflitos armados atingem outras rotas na região. Ele citou o Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, e disse que o fluxo não voltou ao patamar anterior nem após o período de cessar-fogo entre EUA e Irã.
Depois do ataque dos Hutis, a navegação pelo Mar Vermelho foi comprometida, mas mesmo depois do cessar-fogo a gente não conseguiu ver o estreito retomar o patamar anterior de fluxo. Ou seja, o Estreito de Ormuz pode até retomar um pouco mais, mas não totalmente.
Matheus Spiess
Spiess afirmou que o preço do petróleo ainda reage às novas ondas de ataques, mas com menos intensidade do que no começo do ano. Para ele, isso indica que investidores passaram a precificar esses episódios como recorrentes, com alta e depois um processo de “normalização”.
O preço do petróleo sobe, mas não da mesma maneira como subiu no início de março. O que isso está nos dizendo? Esses episódios vão continuar sendo normais. Esses conflitos fazem parte dessa nova realidade e, por mais que você tenha um ou outro episódio de escalada, a gente deveria voltar a uma trajetória de normalização.
Matheus Spiess
Ao falar de patamar de preço, o economista disse não esperar retorno rápido e fácil para níveis anteriores à guerra no Médio Oriente. Na avaliação dele, o barril pode ficar na faixa de US$ 70 a US$ 80, justamente por carregar esse custo extra de incerteza.
A gente não deve voltar com tanta facilidade para aquele patamar pré-conflito ao redor de 60 dólares o barril. É possível que ele fique entre 70 e 80, carregando algo como um prêmio geopolítico.
Matheus Spiess


