O mercado segue preocupado com a oferta global, não apenas de petróleo, mas também de derivados, e vem incorporando esse risco aos preços por meio da elevação dos prêmios associados a possíveis restrições de oferta. Bruno Cordeiro, analista de Inteligência de Mercado da StoneX
Mercado ajustou projeções para inflação e juros. No ambiente doméstico, a nova edição do Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com cerca de cem agentes do mercado financeiro, trouxe mediana para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), principal referência para a política monetária, de 5,16%, ante 5,30% ao ano. Para a Selic, taxa básica de juros, a estimativa seguiu em 14% ao ano para o fim de dezembro, o que significa apenas mais uma redução da taxa, atualmente em 14,25% ao ano.
O IPCA de 2026 caiu para 5,16%, mas segue acima do teto da meta, enquanto a expectativa para 2027 voltou a subir. Ao mesmo tempo, o Focus mostra deterioração no resultado nominal e avanço gradual da dívida pública. Esse conjunto ajuda a explicar a manutenção da Selic em 14% no fim do ano: a taxa não reflete apenas o dado mais recente de inflação, mas a confiança do mercado na capacidade de convergência ao longo de todo o horizonte relevante Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos
Ibovespa teve pregão negativo. O principal índice de ações da B3 iniciou a sessão desta segunda-feira com leve variação de mais 0,1%, aos 178.052 pontos, mas perdeu força e passou a registrar viés negativo. O índice fechou o dia com queda de 1,20%, marcando 175.739 pontos.
O mercado está dividido entre duas forças. A queda da projeção de inflação no Focus favorece os ativos brasileiros e o real, enquanto os ataques e a retaliação iraniana aumentam a procura global por dólares como proteção Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos
Bolsa interrompeu viés positivo. Na semana passada, o Ibovespa, principal índice de ações da B3, subiu 2,2%, chegando a 177.866 pontos, melhor patamar desde 12 de maio.


