Petroleo abre semana em alta após troca de ataques entre EUA e Irã

By
3 Min Read
Petroleiro de bandeira panamenha Kiku, que foi atingido por míssel quando passava pelo Estreito de Hormuz Imagem: MarineTraffic/IikaJzuchiN

Navio-tanque foi atingido por projétil no Estreito de Hormuz no sábado. O petroleiro Kiku, de bandeira panamenha, foi atingido e sofreu danos na ponte de comando, segundo o Centro Conjunto de Informações Marítimas, administrado por uma coalizão de marinhas que protegem a navegação. O episódio marcou o segundo ataque a um navio comercial em dois dias, após um ataque com drone registrado em 25 de junho contra o porta-contêineres Ever Lovely, atingido enquanto cruzava o corredor marítimo sul do estreito.

Irã alerta que interferência na gestão do Estreito de Hormuz pode agravar tensões no Oriente Médio. Governo iraniano diz que autorizou apenas um corredor de navegação ao longo de sua costa e ameaça atacar qualquer embarcação que descumpra as regras.

Barril tinha voltado a patamares de preços anteriores ao da guerra. Na sexta-feira, o contrato futuro do barril do tipo Brent chegou a cair mais de 5,5%, a US$ 71,82, abaixo do fechamento em 26 de fevereiro, de US$ 72,48, antes dos primeiros ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Recuo do preço do petróleo semana passada foi alimentado por expectativa de fim do conflito e normalização do fornecimento da commodity. Retomada do trânsito no Estreito de Hormuz é crucial para a perspectiva de normalização da oferta da commodity. A rota respondia por20% do fornecimento mundial diário do petróleo reduz preocupações dos compradores, aliviando os preços nos mercados futuros.

Trânsito no Estreito de Hormuz chegoiu a ter31 travessias confirmadas. Os cruzamentos mais recentes envolveram o transporte de contêineres, carga geral, graneleiros, além de movimentações de rebocadores, embarcações de desembarque e cargas especiais, segundo a Kpler, plataforma e consultoria de logística internacional. O tráfego concentrou-se majoritariamente no sentido Oeste-Leste, ou seja, de embarcações deixando a região, que respondeu por 20 das 31 travessias registradas, contra 11 deslocamentos no sentido inverso (Leste-Oeste).

Fluxo ainda é inferior ao registrado antes da guerra, quando mais de cem navios transitavam pelo Estreito. Entretanto, a atual movimentação supera em muito a média apurada durante a guerra, que teve semanas com menos de dez petroleiros passando pela região.

FONTE UOL

Share This Article