Fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz se aproxima do padrão anterior ao conflito, com navios deixando a região com escolta militar. O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, disse no Reuters Global Energy Forum, em Nova York, que cerca de 20 milhões de barris saíram do estreito nas últimas 24 horas e que a volta à navegação normal atrasou por causa de minas iranianas.
Dados de navegação indicam que petroleiros antes parados começaram a sair do estreito, liberando parte do óleo retido no Golfo. Três navios, com cerca de 5 milhões de barris, deixavam a área nesta quarta-feira, com dois deles a caminho da Ásia, em meio a um acordo provisório entre EUA e Irã que destravou mais oferta.
Mercado físico passou a registrar descontos em cargas de petróleo em várias regiões, com pressão de oferta do Oriente Médio. Analistas do ING escreveram em nota: “Sinais positivos do Golfo Pérsico estão alimentando o otimismo sobre os fluxos de petróleo pelo Estreito de Hormuz. As travessias de embarcações aumentaram nos últimos dias, embora ainda estejam bem abaixo dos níveis pré-guerra”.
Sanções, estoques e previsões
EUA autorizaram vendas de petróleo iraniano nesta semana, aliviando sanções antigas enquanto buscam um acordo de paz com Teerã. A autorização faz parte de uma negociação que envolve compromissos sobre inspeções nucleares e trânsito livre pelo Estreito de Hormuz, embora ainda haja dúvidas sobre a durabilidade do entendimento.
Estoques de petróleo nos EUA seguem apertados, mesmo com a queda dos preços. A EIA (Administração de Informação de Energia) informou que os estoques de petróleo bruto, somando volumes comerciais e da Reserva Estratégica, caíram 15,1 milhões de barris para 743,3 milhões na semana encerrada em 19 de junho, o menor nível desde 1984.


