Na prática, não é só a IA que está recriando o gol de Pelé
O projeto levou cerca de dois anos para ser desenvolvido e reuniu um grupo pouco convencional para uma iniciativa de IA: historiadores, jornalistas esportivos, curadores do Museu Pelé, familiares do jogador, pesquisadores do Google DeepMind, testemunhas da partida e nomes como Neymar Jr., Marta e Pepe, ex-companheiro de Pelé no Santos e considerado o único jogador ainda vivo que esteve em campo naquele dia.
Segundo KK Walker, diretora criativa do Google AI e Gemini, a preocupação central nunca foi a tecnologia em si. “Por estarmos visualizando um momento lendário, garantir precisão histórica e autenticidade foi nosso principal objetivo”, disse durante a apresentação.
A reconstrução começou longe dos modelos generativos.
A equipe analisou centenas de fotografias, entrevistas, arquivos históricos e relatos sobre o jogo para entender detalhes que iam muito além do lance: como era o estádio da Rua Javari em 1959, como eram os uniformes, que bola foi utilizada naquela partida e como se comportava o público.


