Lula aposta em encontro com Trump para tratar de tarifas

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O ministro Márcio Elias Rosa, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Apesar de não ter pedido formalmente uma audiência com o presidente Donald Trump na reunião do G7, em Evian, na França, Lula aposta em um encontro casual para abordar os principais temas de interesse do Brasil: nova ameaça de tarifaço e classificação de CV e PCC como organizações terroristas. Em conversa com a coluna, um ministro envolvido nas negociações aposta na diplomacia presidencial para destravar as tratativas. “Aposto, sim (no encontro Lula-Trump), mas precisaremos construir algo em torno disso. Todo acordo é político com conteúdo econômico. Por isso, precisa ter boa vontade do outro lado”, comenta. “Ou a 25 de Março vira problema geopolítico”, brinca.

Trump costuma ficar em um lugar separado dos demais presidentes, mas estará no mesmo espaço do hotel que sedia o evento para as reuniões. Assessores de Lula alegam não ter pedido um encontro formal porque o G7 é um fórum mais político do que comercial, e as negociações com o Brasil estão em curso. No último sábado pela manhã, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, teve reunião por videoconferência com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. As equipes de ambos os lados haviam feito um encontro prévio na quinta-feira anterior.

Do lado brasileiro, o esforço é discutir como reverter recomendações da investigação comercial da Seção 301, que redundou em nova rodada de tarifas que chegam a 37,5% para alguns setores.

FONTE UOL

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