“Não é fácil empreender. Precisa entender que vai existir, sim, uma conta alta financeira, emocional e física. Então, é preciso ter muita clareza sobre o que você vai fazer. É preciso querer muito, ter racionalidade, além de um pouco de paixão. Não uma paixão cega, mas uma paixão que mova, que entusiasme, sem tirar o limite e o bom senso”, afirma.
Problemas comuns
O primeiro desafio começa em casa: em comparação aos homens, mulheres dedicam quase o dobro de horas às tarefas domésticas e cuidados familiares, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Isso reduz o tempo disponível para planejar o negócio, estudar o mercado e fazer networking.
O maior obstáculo hoje não é falta de capacidade, é falta de estrutura e direcionamento estratégico. Muitas mulheres começam a empreender pela necessidade, mas não foram ensinadas a pensar empresas como sistema, lucro, governança e escala Tatyane Luncah, empreendedora, mentora e CEO da Ebem (Escola Brasileira de Empreendedorismo Feminino)
Neste sentido, a especialista ressalta que, na sua experiência à frente da EBEM, identifica três padrões de dificuldade que aparecem com frequência entre alunas e mentoradas:


